Acho que Johnny Cash me entenderia, talvez Amy Winehouse, mas certamente Raul Seixas..
Essa minha preguiça de viver, essa minha gana de ser, essa minha raiva de ver, essa minha alegria em perecer..
Tomei um analgésico qualquer, ajeitei o
travesseiro, dois, minha intenção não era dormir, mas divergir comigo
mesma sobre algo errado em mim.
Essa inconstância que causava náuseas, esse amor a
tudo, esse amor de nada, aquele sentir descompassado, aquele pensar
desalinhado, esse querer desenfreado, esse saber desnorteado..
-Sai de mim incoerência! Vá dar seus ares em outra vizinhança!
-Sai de mim incoerência! Vá dar seus ares em outra vizinhança!
Subitamente, quis me desculpar para todos aqueles
com os quais falhei, errei, machuquei. Talvez até o fizesse, mas isso
era coisa pra amanhã..
Era imensamente mais difícil pensar em mim, e mais urgente, afinal, nunca havia o feito.. pensado em mim.
Era imensamente mais difícil pensar em mim, e mais urgente, afinal, nunca havia o feito.. pensado em mim.
Sempre adiei essa situação, em que se põe à
julgamento e se é então, juiz , advogado de defesa, promotor, júri,
cúmplice, vítima e réu..
Deitei, olhos pro teto branco, vazio e escasso... sem respostas!
Perguntava e sem dar pausa respondia... Quem era, o
que tinha feito esses anos todos, o que restara de bom, de útil, nessa
carcaça ainda que nova, corroída pelo tempo e vento.. Questionava meus
erros e minha forma de pensar, minhas tolas convicções.. burra.
-Alguém desliga essa música da minha cabeça!
Nenhum comentário:
Postar um comentário