Temes por mim.
Não devias.
Não sabes que nada temo e que de nada eu fugiria?!
Nem fingiria inocência ou esconderia minha indecência
em baixo de qualquer tapete persa.
Eu não tenho pressa...
Só tenho cede e fome do que desconheço.
Julgas e juras injurias sobre o que penso,
Mas sequer questiona como minha mente funciona tão avessa a tua.
Não hei de temer a noite, o frio ou a rua.
Marginalizarei tua cultura numa oportunidade qualquer,
Para que descubras que fé nada tem a ver com deus.
Prestigias excessivamente os teus e cegas pro lado do não
E se eu perder a razão, nunca me foi pretensioso,
Pregar convicções ou sequer mantê-las.
A dúvida não me desconforta.
E pouco me importa venha a velhice ou não.
Eu não preciso de chão.
E só me interessa ver, ser, conhecer...
Despretensiosamente crescer.
Eminentemente morrer.
Então não temas por mim.
Pois eu te asseguro,
Estou bem assim.
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