-Que direito
tem uma mulher de matar uma forma de vida inerente a sua?!
-Que direito
tem uma bactéria, como forma de vida inerente a do corpo que habita, de matar
um homem ou uma mulher?
-Não seja ridículo.
-Não seja hipócrita. Qual seria a diferença entre um feto fruto de um
abuso sexual, um estupro, para uma bactéria
cuja cura é
desconhecida? Qual seria a condição
pior para o corpo que habitam? E, se houvesse uma cura para tal bactéria,
manterias tal obrigatoriedade? Sejamos racionais.
-Como ousas
comparar um humano a uma reles bactéria? Que não pensa, não sente, não se relaciona..
-Odeio ser
moralista, porém... Certo, não
usarei mais este exemplo que julgas torpe. Partirei para algo mais palpável, e
veja que não
é
intenção
minha discutir crenças
ou ciências.
Teria um ser humano (a julgar na condição
de homo sapiens ou então
primata de polegar opositor, como preferir) uma existência com maior valia quanto
a outros primatas, mamíferos,
bípedes, pluricelulares, etc.? Considere uma retórica.
-Concordo.
Para o universo como um todo, pesamos tanto quanto qualquer outro ser vivente.
-Pois então, por que não é defendido o direito a vida
destes com tanto afinco quanto a nossa (hominídeos, homo sapiens, humanos,
enfim)?! Por que comes a vaca e também o bezerro sem remorso, sem pesar? Por
que interferimos tão
pretensiosamente na vida ou vontade destes? Por que regramos tudo ao nosso
redor e limitamos tudo entre certo e errado, entre bom ou ruim, entre
importante ou dispensável... Quem somos nós? Para coroarmo-nos deuses dos
homens entre os homens, e porque essa necessidade de julgamento, definição, limitação, ordem.
-Sinto em
dizer, mas desperdiças
tua retórica comigo. Continuo sendo contra o aborto.
-Talvez as
palavras te valham pra algo. Continuas humano afinal.
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